Eu não sei até que ponto eu concordo com esse ditado. Mas que em certos casos ele se encaixa muito bem, isso é verdade.
Veja você que existem muitas pessoas, mas muitas pessoas mesmo, que acreditam que existe céu e inferno. Isso é uma benção não é verdade? Você vive sua vida miserável, vai a missa todos domingos, paga seu dízimo religiosamente, me perdoe o trocadilho, e pronto, pelo menos tudo que você sofreu será recompensado no céu. Agora, o que eu não consigo entender é como você pode se penitenciar de alguma coisa, levando em consideração manuscritos de 2000 mil anos, e fazendo-se de cego para estudos recentes que derrubam quase todas as teorias abordadas nessa instituição que você tanto crê.
Mas como eu não sou nenhum enganador, manipulador, alienador, não vou falar sobre teorias científicas em relação à morte, ou qualquer coisa do gênero, mas uma coisa eu posso te dizer: “você já viu alguém voltar da morte?”, “você já ouviu alguma história de como é morrer contada por um morto?”. E apesar desses argumentos serem muito maçantes, é com eles que eu afirmo o que disse antes, você não sabe nada sobre a morte, e nunca vai saber, até estar morto, e quando isso acontecer, vai ser tarde demais para você se tocar que perdeu uma vida inteira se penitenciando por isso, por aquilo, e deixou de fazer o que mais tinha vontade.
Mas é claro que para essa minha idéia você tem uma resposta na ponta da língua: “e quem disse que aproveitar a vida tem que ser do jeito que você acha!”. E então entra novamente aquele ditado, a ignorância é uma benção, mas que nesse caso podia ser “a ignorância é um castigo”. Se é que você consegue entender.
Agora, como você é o maior puritano do planeta, tem mais uma coisa que vai alegar. Que se as pessoas não acreditarem que existe inferno para puni-las, todo mundo vai sair cometendo os maiores absurdos, matando, roubando, e coisas desse nível. E então eu me pergunto, se você acha mesmo que as pessoas só são boas por causa da religiosidade? Que se não existisse a igreja, o mundo seria um eterno caos? Por que se eu me lembro bem, caos mesmo foi visto em um período peculiar da história mundial não é verdade? Aliás, você nem lembra que período foi esse, afinal existem certos fatos que você prefere esquecer, eu só não entendo o por quê.
E para encerrar, gostaria de citar uma frase que resume tudo isso que eu tentei te falar, que o cara mais foda do mundo, me perdoe a palavra, me mostrou. “Que ela nunca acontecerá de novo, é o que torna a vida tão bela”, ou para os mais entendidos, “That it will never come again, is what makes life so sweet”, de Emily Dickinson, que está no livro Deus um delírio, de Richard Dawkins. Aliás, um absurdo esse livro, você não acha? Ah, e o cara que eu falei, é o meu pai, viu?
Veja você que existem muitas pessoas, mas muitas pessoas mesmo, que acreditam que existe céu e inferno. Isso é uma benção não é verdade? Você vive sua vida miserável, vai a missa todos domingos, paga seu dízimo religiosamente, me perdoe o trocadilho, e pronto, pelo menos tudo que você sofreu será recompensado no céu. Agora, o que eu não consigo entender é como você pode se penitenciar de alguma coisa, levando em consideração manuscritos de 2000 mil anos, e fazendo-se de cego para estudos recentes que derrubam quase todas as teorias abordadas nessa instituição que você tanto crê.
Mas como eu não sou nenhum enganador, manipulador, alienador, não vou falar sobre teorias científicas em relação à morte, ou qualquer coisa do gênero, mas uma coisa eu posso te dizer: “você já viu alguém voltar da morte?”, “você já ouviu alguma história de como é morrer contada por um morto?”. E apesar desses argumentos serem muito maçantes, é com eles que eu afirmo o que disse antes, você não sabe nada sobre a morte, e nunca vai saber, até estar morto, e quando isso acontecer, vai ser tarde demais para você se tocar que perdeu uma vida inteira se penitenciando por isso, por aquilo, e deixou de fazer o que mais tinha vontade.
Mas é claro que para essa minha idéia você tem uma resposta na ponta da língua: “e quem disse que aproveitar a vida tem que ser do jeito que você acha!”. E então entra novamente aquele ditado, a ignorância é uma benção, mas que nesse caso podia ser “a ignorância é um castigo”. Se é que você consegue entender.
Agora, como você é o maior puritano do planeta, tem mais uma coisa que vai alegar. Que se as pessoas não acreditarem que existe inferno para puni-las, todo mundo vai sair cometendo os maiores absurdos, matando, roubando, e coisas desse nível. E então eu me pergunto, se você acha mesmo que as pessoas só são boas por causa da religiosidade? Que se não existisse a igreja, o mundo seria um eterno caos? Por que se eu me lembro bem, caos mesmo foi visto em um período peculiar da história mundial não é verdade? Aliás, você nem lembra que período foi esse, afinal existem certos fatos que você prefere esquecer, eu só não entendo o por quê.
E para encerrar, gostaria de citar uma frase que resume tudo isso que eu tentei te falar, que o cara mais foda do mundo, me perdoe a palavra, me mostrou. “Que ela nunca acontecerá de novo, é o que torna a vida tão bela”, ou para os mais entendidos, “That it will never come again, is what makes life so sweet”, de Emily Dickinson, que está no livro Deus um delírio, de Richard Dawkins. Aliás, um absurdo esse livro, você não acha? Ah, e o cara que eu falei, é o meu pai, viu?
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