Estava conversando com um amigo e eu não sei por que surgiu a palavra câncer. Então ele me confessou que não gosta nem de ouvir essa palavra. Eu indignado resolvi só deixar registrado aqui, que eu admiro muito o câncer. Afinal, como as lindas montanhas cheias de neve no topo, o mar azul tão imponente, os animais mais bonitos, o câncer também é uma criação Dele. Como Ele nos ama, você não acha? Deixar essa jóia rara para a humanidade foi de tão bom grado, que eu nem sei como agradecer. Mas você sabe muito bem né!
E então ele achando que ia me pegar de calças curtas, me perguntou: "Se você não acredita, por que ficou sem comer carne hoje?". Por vários motivos. Primeiro por respeito a minha mãe que iria ficar muito chateada. Segundo, que isso é mais uma tradição arrastada por gerações do que qualquer coisa, até por que tem gente que nem sabe o motivo de não se comer carne na sexta-feira santa. E terceiro por que acho falta de argumentos e uma grande pirraça comer carne, afinal, se você tem algo contra a igreja, ou contra suas doutrinas, existem tantos outros meios de contestar, e não é assim que você vai conseguir algum resultado. E é por essas e outras que eu não comi e não como, mas daí a achar que isso mudou ou muda algo na minha vida, é demais né!
sábado, 22 de março de 2008
Câncer, carne...
quarta-feira, 12 de março de 2008
Perfeição
Para quebrar o gelo do último assunto que te fez tão mal, afinal quando falam qualquer coisa dessa instituição que você tanto idolatra, você acaba ficando meio constrangido, eu vou mudar um pouco de ramo, e vou investir em uma coisa que, de um jeito ou de outro, é do povo. A música. É claro que no termo música, inclui-se tanta coisa, que enfim, é melhor não comentar. Mas espero que você entenda bem que quando eu digo música, é de música de verdade que eu estou falando, tudo bem? Então vamos lá!
A Legião Urbana, que na MINHA opinião é a maior banda de rock de todos os tempos, gravou uma música em 1993, que ironizava os problemas enfrentados pelos brasileiros naquela época. Agora queria que você analisasse comigo alguns trechos da música:
A Legião Urbana, que na MINHA opinião é a maior banda de rock de todos os tempos, gravou uma música em 1993, que ironizava os problemas enfrentados pelos brasileiros naquela época. Agora queria que você analisasse comigo alguns trechos da música:
“Vamos celebrar a estupidez humana A estupidez de todas as nações O meu país e sua corja de assassinos Covardes, estupradores e ladrões Celebrar a juventude sem escola As crianças mortas Todos os mortos nas estradas Os mortos por falta de hospitais O voto dos analfabetos Comemorar a água podre E todos os impostos Queimadas, mentiras e seqüestros Vamos festejar a violência E esquecer a nossa gente Que trabalhou honestamente a vida inteira E agora não tem mais direito a nada Vamos celebrar a aberração De toda a nossa falta de bom senso Nosso descaso por educação”
Depois de ler tudo isso, me diga com sinceridade, se alguma coisa que é falada nesses trechos que eu colei da música, é coisa do passado? Eu imagino a situação do Renato Russo, se ainda estivesse vivo, presenciando e percebendo que tudo o que ele cantou em 1993, continua fortemente no nosso cotidiano. Coitado!
Isso por que eu não incluí trechos que pra mim são mais fortes, e que são assuntos para conversarmos com um pouco mais de calma e prudência. Mas como política é uma coisa que você não é muito chegado, resolvi só te dar um toque, para você tentar ser pelo menos um pouco mais crítico, mesmo eu achando isso bem difícil.
Assassinos, estupradores, ladrões, juventude sem escola, crianças mortas, mortos nas estradas e por falta de hospitais, todos os impostos, queimadas, seqüestros, violência, descaso por educação. Eu acho tudo coisa do passado, e é por isso que eu estou tão feliz e satisfeito com o meu país. Você também deveria estar contente, acomodado e sossegado, afinal não há mais nada a ser mudado, nada a ser melhorado no Brasil, não é verdade?
Tudo que se vê é PERFEIÇÃO!
segunda-feira, 3 de março de 2008
A ignorância é uma benção
Eu não sei até que ponto eu concordo com esse ditado. Mas que em certos casos ele se encaixa muito bem, isso é verdade.
Veja você que existem muitas pessoas, mas muitas pessoas mesmo, que acreditam que existe céu e inferno. Isso é uma benção não é verdade? Você vive sua vida miserável, vai a missa todos domingos, paga seu dízimo religiosamente, me perdoe o trocadilho, e pronto, pelo menos tudo que você sofreu será recompensado no céu. Agora, o que eu não consigo entender é como você pode se penitenciar de alguma coisa, levando em consideração manuscritos de 2000 mil anos, e fazendo-se de cego para estudos recentes que derrubam quase todas as teorias abordadas nessa instituição que você tanto crê.
Mas como eu não sou nenhum enganador, manipulador, alienador, não vou falar sobre teorias científicas em relação à morte, ou qualquer coisa do gênero, mas uma coisa eu posso te dizer: “você já viu alguém voltar da morte?”, “você já ouviu alguma história de como é morrer contada por um morto?”. E apesar desses argumentos serem muito maçantes, é com eles que eu afirmo o que disse antes, você não sabe nada sobre a morte, e nunca vai saber, até estar morto, e quando isso acontecer, vai ser tarde demais para você se tocar que perdeu uma vida inteira se penitenciando por isso, por aquilo, e deixou de fazer o que mais tinha vontade.
Mas é claro que para essa minha idéia você tem uma resposta na ponta da língua: “e quem disse que aproveitar a vida tem que ser do jeito que você acha!”. E então entra novamente aquele ditado, a ignorância é uma benção, mas que nesse caso podia ser “a ignorância é um castigo”. Se é que você consegue entender.
Agora, como você é o maior puritano do planeta, tem mais uma coisa que vai alegar. Que se as pessoas não acreditarem que existe inferno para puni-las, todo mundo vai sair cometendo os maiores absurdos, matando, roubando, e coisas desse nível. E então eu me pergunto, se você acha mesmo que as pessoas só são boas por causa da religiosidade? Que se não existisse a igreja, o mundo seria um eterno caos? Por que se eu me lembro bem, caos mesmo foi visto em um período peculiar da história mundial não é verdade? Aliás, você nem lembra que período foi esse, afinal existem certos fatos que você prefere esquecer, eu só não entendo o por quê.
E para encerrar, gostaria de citar uma frase que resume tudo isso que eu tentei te falar, que o cara mais foda do mundo, me perdoe a palavra, me mostrou. “Que ela nunca acontecerá de novo, é o que torna a vida tão bela”, ou para os mais entendidos, “That it will never come again, is what makes life so sweet”, de Emily Dickinson, que está no livro Deus um delírio, de Richard Dawkins. Aliás, um absurdo esse livro, você não acha? Ah, e o cara que eu falei, é o meu pai, viu?
Veja você que existem muitas pessoas, mas muitas pessoas mesmo, que acreditam que existe céu e inferno. Isso é uma benção não é verdade? Você vive sua vida miserável, vai a missa todos domingos, paga seu dízimo religiosamente, me perdoe o trocadilho, e pronto, pelo menos tudo que você sofreu será recompensado no céu. Agora, o que eu não consigo entender é como você pode se penitenciar de alguma coisa, levando em consideração manuscritos de 2000 mil anos, e fazendo-se de cego para estudos recentes que derrubam quase todas as teorias abordadas nessa instituição que você tanto crê.
Mas como eu não sou nenhum enganador, manipulador, alienador, não vou falar sobre teorias científicas em relação à morte, ou qualquer coisa do gênero, mas uma coisa eu posso te dizer: “você já viu alguém voltar da morte?”, “você já ouviu alguma história de como é morrer contada por um morto?”. E apesar desses argumentos serem muito maçantes, é com eles que eu afirmo o que disse antes, você não sabe nada sobre a morte, e nunca vai saber, até estar morto, e quando isso acontecer, vai ser tarde demais para você se tocar que perdeu uma vida inteira se penitenciando por isso, por aquilo, e deixou de fazer o que mais tinha vontade.
Mas é claro que para essa minha idéia você tem uma resposta na ponta da língua: “e quem disse que aproveitar a vida tem que ser do jeito que você acha!”. E então entra novamente aquele ditado, a ignorância é uma benção, mas que nesse caso podia ser “a ignorância é um castigo”. Se é que você consegue entender.
Agora, como você é o maior puritano do planeta, tem mais uma coisa que vai alegar. Que se as pessoas não acreditarem que existe inferno para puni-las, todo mundo vai sair cometendo os maiores absurdos, matando, roubando, e coisas desse nível. E então eu me pergunto, se você acha mesmo que as pessoas só são boas por causa da religiosidade? Que se não existisse a igreja, o mundo seria um eterno caos? Por que se eu me lembro bem, caos mesmo foi visto em um período peculiar da história mundial não é verdade? Aliás, você nem lembra que período foi esse, afinal existem certos fatos que você prefere esquecer, eu só não entendo o por quê.
E para encerrar, gostaria de citar uma frase que resume tudo isso que eu tentei te falar, que o cara mais foda do mundo, me perdoe a palavra, me mostrou. “Que ela nunca acontecerá de novo, é o que torna a vida tão bela”, ou para os mais entendidos, “That it will never come again, is what makes life so sweet”, de Emily Dickinson, que está no livro Deus um delírio, de Richard Dawkins. Aliás, um absurdo esse livro, você não acha? Ah, e o cara que eu falei, é o meu pai, viu?
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